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30/06/2007 17:52
raio3X
blog editado por Mario Ramos.
raio3X busca abordar temas de economia e política, a fim de colaborar com a defesa do equilíbrio ambiental e da dignidade humana.
Para tanto, raio3X visa divulgar idéias vinculadas ao desenvolvimento sustentável e à justiça social, com o objetivo de incentivar a construção da igualdade democrática e o exercício da cidadania.
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DESTAQUE DA SEMANA (artigo de 30.06.2007)
PAC ATROPELA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
A aceleração do crescimento econômico pretendida pelo governo federal tem apresentado aspectos contraditórios, especialmente em face do descaso para com os requisitos essenciais do desenvolvimento sustentável.
Evidências dessa postura contraditória estão relacionadas com a ausência de iniciativas para erradicação do uso industrial de carvão vegetal, bem como com a desconsideração dos estudos de impacto referentes às hidrelétricas do Rio Madeira e à transposição do Rio São Francisco.
O poder público mantém-se impotente acerca da queima de florestas para produção do carvão vegetal demandado por siderúrgicas e fábricas, ao invés de induzir a substituição dessa matriz energética por outras de menor impacto, como o gás natural ou a biomassa.
Ademais, na contramão da história e do bom senso, alguns setores da administração federal defendem que a prioridade conferida à aceleração do crescimento poderia sobrepor-se aos critérios técnicos relativos à preservação ambiental, particularmente em relação à construção de novas hidrelétricas.
Diante dessa realidade tão adversa, é dever cobrar coerência do governo federal, pois, em recente discurso, o próprio Presidente da República afirmou que as demandas por energia não justificam a repetição de erros como o venenoso lago da hidrelétrica de Balbina.
E é urgente difundir a compreensão de que autorizar a transposição do Rio São Francisco constitui uma decisão desastrosa, lamentavelmente conduzida pelo governo Lula.
É crucial denunciar as mazelas do projeto de transposição e cobrar que seja honrado o compromisso público de realizar amplos debates antes do início das obras. O confronto de idéias permitirá combater a execrada transposição com base no respeito às necessidades da população nordestina, através da divulgação de alternativas sustentáveis. E tais alternativas incluem as soluções relacionadas com o armazenamento da água das chuvas, a existência de mananciais subterrâneos, e a obtenção de água potável por condensação.
É preciso também recordar a negligenciada relação entre o desenvolvimento sustentável e a distribuição de renda, lembrando que o crescimento estribado em obras faraônicas acarreta a concentração da riqueza e a ampliação das desigualdades sociais. Desse modo, é possível perceber que, para privilegiar a acumulação capitalista, a aviltante transposição agride os legítimos interesses da pátria.
O desenvolvimento sustentável deve promover o uso de tecnologias limpas, voltadas para a inserção social dos segmentos excluídos; deve estimular a utilização de energia solar e eólica, bem como de outras fontes renováveis e de baixo impacto; deve priorizar a oferta de alimentos, com apoio aos pequenos produtores e implementação efetiva da reforma agrária; deve investir solidamente em educação e cultura de qualidade, para todos, além de propiciar o aumento da geração de empregos, com o financiamento da urbanização de favelas, agregado ao atendimento da carência habitacional. Tudo isso com rigoroso respeito ao equilíbrio ambiental, aliado ao incremento das iniciativas voltadas para a preservação dos ecossistemas, o aproveitamento econômico do lixo, o reflorestamento e a recuperação de áreas degradadas.
enviada por Mario Ramos
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